Quanto sobra, de verdade, de uma tatuagem?
Existe muita conta por aí sobre quanto cobrar. Quase nenhuma sobre o que vem depois: o que sobra quando a tinta, a agulha e a luva já foram descontadas — e quanto isso significa por hora de trabalho.
Por que faturamento não é lucro
Faturamento é tudo que entrou. Lucro é o que sobrou depois do que saiu. Em tatuagem, a maior parte do custo é invisível no dia a dia — porque o material foi comprado semanas antes. A tinta que acabou no meio do sombreado, a agulha que foi embora, a luva, o batoque, o filme.
É por isso que dá para sair de uma sessão de R$ 800 com a sensação de um mês ótimo e, no fim, não sobrar quase nada. O dinheiro entrou; o custo saiu antes, sem ninguém olhar.
O que quase todo mundo esquece de contar
- O tempo fora da agulha. Desenho, orçamento, resposta de mensagem, limpeza e montagem. Muitas vezes é metade do trabalho.
- A sessão que atrasa. Orçada para duas horas, leva cinco. O preço não muda — o custo por hora despenca.
- O material de uso contínuo. Filme, papel-toalha, sabão, descartáveis. Baratos por unidade, pesados no mês.
- O retoque. Trabalho refeito com custo novo e faturamento zero.
Como transformar estimativa em número real
A calculadora acima trabalha com uma média — é um bom ponto de partida, mas continua sendo um palpite. O número de verdade só aparece quando cada sessão registra o que realmente foi usado.
Na prática: você cadastra o preço pago em cada item do estoque; ao terminar a sessão, informa o que saiu; e o custo daquele trabalho fica calculado sozinho. Depois de algumas sessões, você para de estimar e passa a saber — inclusive quais estilos e tamanhos rendem mais.
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